quinta-feira, 12 de março de 2015
sábado, 28 de fevereiro de 2015
O RIO PELAS LENTES DO
CINEMA YANKEE
A MAIORIA DOS POLÍTICOS – SE NÃO TODOS DESTA
ÉPOCA CINZENTA EM QUE VIVEMOS
– deveriam invejar o presidente Juscelino Kubitschek. Um político inspirador,
mas que, na visão de muitos – e eu me incluo neste número – deu uma grande
mancada sobre a qual o Brasil nunca mais se recuperou e duvido que um dia vá. A
retirada da capital federal do Rio de Janeiro desguarneceu totalmente a cidade
que, naquela época, era maravilhosa. Em muitos aspectos ela ainda é sem dúvida
nenhuma. O belo Rio inspira! Eu, se não fosse um nobre cearense, do Cedro,
pedia a Deus para nascer carioca. Escrevo esta crônica motivado por uma gostosa
produção do canal Globo News. No programa Arquivo N, feito para os 450 anos da
capital fluminense, a mesma é mostrada pelas lentes do cinema, ao longo dos últimos
80 anos. Em 1929 já havia gente filmando por lá, em plena era do cinema mudo. Sim,
o programa apresenta o Rio pelo olhar da sétima arte, com ênfase hollywoodiana.
Fiquei feliz pelo Brasil apresentar por meio da Guanabara, Corcovado, Pão de
Açúcar, Copacabana Palace Hotel e Cia. Ltda sua então capital, bonita,
elegante, de arquitetura moderna e como locação preferida entre os cineastas
estrangeiros, junto à Nova Iorque e Paris. Gostei mesmo de saber isso e sorri,
me enchendo de orgulho. Como já disse, minha linhagem passa longe daquele canto
do país, mas, enfim, como brasileiro fiquei feliz em saber que há mais de 300
filmes catalogados onde tem o Rio de Janeiro como locação. Quem me informa
sobre isso é o crítico e pesquisador de cinema, Antonio Rodrigues, autor do
livro “O Rio no Cinema”. Mas, aí vem a tristeza para estragar tudo: são
centenas de obras de um tempo que não existe mais. Eram os glamourosos anos 30,
40 e 50. O que diriam Hitchcock,
Cary Grant e Ingrid Bergman ao ver o Brasil, hoje. Tem mais: Orson
Welles, Roger “James Bond” Moore, Jean-Paul Belmondo, o marinheiro Popeye,
Brutus e Olívia Palito, a trupe de Walt Disney, Ginger Rogers e Fred Astaire,
isso só para lembrar alguns que minha curta memória ainda me presenteia. Todos eles
ou filmaram em terras cariocas ou tiveram suas personagens ligadas à cidade. Claro,
o programa fala também do cinema nacional, mas aí o que vêm? Ora, muita bala
com Tropa de Elite, porradas com o incrível Hulk, atropelos com Velozes &
Furiosos e, para salvar a pátria, as ararinhas-azuis do Carlos Saldanha, the last generations de longas filmados
por lá. É Juscelino, o senhor deveria ter deixado a capital federal onde ela
sempre esteve. O Congresso seria mais vigiado – Brasília está tão longe! – os
morros continuariam exalando uma pobreza poética – para dar samba! – e a nossa
elite causaria mais inveja internacional por habitarem a cidade maravilhosa.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
É PRECISO entender mas, está cada vez mais difícil disso acontecer em nossa sociedade pós-moderna de "[...] Que o amor autêntico é um ato da vontade, e que envolve sacrifícios. Amar, então, é um movimento pessoal que surge do querer e se torna realidade no sacrifício [...]" (1). Ou seja, AMOR não tem haver com SENTIMENTOS, mas com AÇÕES nascidas da VONTADE.
DUAS PERGUNTAS INCÔMODAS
Diante da barbárie já institucionalizada nesta geração, eu não consigo resposta para duas perguntas:
1 - com tanta tecnologia militar apregoada desde os anos 50/60, a partir da Guerra Fria, pelo Ocidente, leia-se US e aliados, não se consegue nem se quer arranhar a disposição macabra destes extremistas do Estado Islâmico. A propaganda dos Estados Unidos, pela via cinematográfica, sempre nos fez crer que, se precisássemos de seus equipamentos hi-tech e de seus agentes super treinados, situações monstruosas vividas pelo mundo hoje seriam rapidamente desmontadas. Tantos já morreram ficando a certeza que vão continuar morrendo da mesma forma covarde que não li uma linha, ou vi um material jornalístico que aborde a "propagando enganosa" da superioridade dos países mais avançados quando realmente se precisa dela;
1 - com tanta tecnologia militar apregoada desde os anos 50/60, a partir da Guerra Fria, pelo Ocidente, leia-se US e aliados, não se consegue nem se quer arranhar a disposição macabra destes extremistas do Estado Islâmico. A propaganda dos Estados Unidos, pela via cinematográfica, sempre nos fez crer que, se precisássemos de seus equipamentos hi-tech e de seus agentes super treinados, situações monstruosas vividas pelo mundo hoje seriam rapidamente desmontadas. Tantos já morreram ficando a certeza que vão continuar morrendo da mesma forma covarde que não li uma linha, ou vi um material jornalístico que aborde a "propagando enganosa" da superioridade dos países mais avançados quando realmente se precisa dela;
2 - também não vejo nos meios de comunicação do mundo aparições e falas
veementes dos líderes religiosos e políticos muçulmanos exigindo a
condenação do EI assim como de seus membros, Ainda estou pra ver isso!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
PENSO, LOGO DESISTO!
A SÁTIRA DOS FILHOS
DO CARNAVAL
A maior festa do mundo bate a
nossa porta com seus confetes e serpentinas, além das marchinhas inesquecíveis
tocando sem parar. Sim, ainda há espaço para estas peças tão caras aos nossos
avós. Talvez em clubes particulares ou num bloco ou outro de rua, teimoso em
não se curvar aos megawatts dos
sambas enredos. Mas, há os que preferem as multidões, os mela-melas e as
escolas carnavalescas aceitando tudo que recebe o adjetivo de novo, moderno,
luxuoso, politicamente correto e sensual. É assim que famílias inteiras se
preparam para o bom e velho Carnaval. E lá se vão eles, juntinhos, arrastando
seus filhos a mostrar-lhes o que é a tão esperada, famosa, badalada e midiática
festa da carne. Nos corpinhos ainda mal formados de crianças, os adereços
sensuais de mini blusas e shortinhos muito curtos – perdoe o pleonasmo! Se os
filhos já forem “crescidinhos”, com seus 13, 14, 15 anos a coisa é diferente.
Já não são os papais que os arrastam por entre decibéis tresloucados de
paredões de som e a inebriante mistura de cerveja e nãos pode desenvolver
traumas. Isso seria terrível para a sociedade em construção! Agora, o que não
pode acontecer neste Carnaval é que pais e mães, tomados por algum delírio alucinante
de responsabilidade e amor cristão, ensinem aos filhos o decoro e respeito ao
próprio corpo, o controle dos instintos e o consumo parcimonioso e equilibrado
durante os festejos. Isso, não!
Dhanilo Ramalho
Jornalista
domingo, 30 de novembro de 2014
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