segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

PENSO, LOGO DESISTO!



A SÁTIRA DOS FILHOS DO CARNAVAL
A maior festa do mundo bate a nossa porta com seus confetes e serpentinas, além das marchinhas inesquecíveis tocando sem parar. Sim, ainda há espaço para estas peças tão caras aos nossos avós. Talvez em clubes particulares ou num bloco ou outro de rua, teimoso em não se curvar aos megawatts dos sambas enredos. Mas, há os que preferem as multidões, os mela-melas e as escolas carnavalescas aceitando tudo que recebe o adjetivo de novo, moderno, luxuoso, politicamente correto e sensual. É assim que famílias inteiras se preparam para o bom e velho Carnaval. E lá se vão eles, juntinhos, arrastando seus filhos a mostrar-lhes o que é a tão esperada, famosa, badalada e midiática festa da carne. Nos corpinhos ainda mal formados de crianças, os adereços sensuais de mini blusas e shortinhos muito curtos – perdoe o pleonasmo! Se os filhos já forem “crescidinhos”, com seus 13, 14, 15 anos a coisa é diferente. Já não são os papais que os arrastam por entre decibéis tresloucados de paredões de som e a inebriante mistura de cerveja e nãos pode desenvolver traumas. Isso seria terrível para a sociedade em construção! Agora, o que não pode acontecer neste Carnaval é que pais e mães, tomados por algum delírio alucinante de responsabilidade e amor cristão, ensinem aos filhos o decoro e respeito ao próprio corpo, o controle dos instintos e o consumo parcimonioso e equilibrado durante os festejos. Isso, não!
suor no ar. Quem puxa agora o cordão dos jovens foliões são eles próprios, afinal, seu aprendizado de como se divertir vêm de outros carnavais. Nada demais em mostrar as primeiras curvinhas que brotam na cintura, a barriguinha pouco saliente e os músculos irrigados por litros de hormônios típicos desta idade. Nada demais. Assim eles aprenderam. E por que não? A menininha de cinco anos viu a roupa (?) de passista num programa de TV e pediu pra mãe uma igual. E por que não? Se a lei proíbe que pais possam dar palmadinhas, sejamos pós-modernos e ouçamos as vozes dos especialistas em comportamento dando liberdade aos desejos da criançada, afinal dizer muitos

Dhanilo Ramalho
Jornalista

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