A SÁTIRA DOS FILHOS
DO CARNAVAL
A maior festa do mundo bate a
nossa porta com seus confetes e serpentinas, além das marchinhas inesquecíveis
tocando sem parar. Sim, ainda há espaço para estas peças tão caras aos nossos
avós. Talvez em clubes particulares ou num bloco ou outro de rua, teimoso em
não se curvar aos megawatts dos
sambas enredos. Mas, há os que preferem as multidões, os mela-melas e as
escolas carnavalescas aceitando tudo que recebe o adjetivo de novo, moderno,
luxuoso, politicamente correto e sensual. É assim que famílias inteiras se
preparam para o bom e velho Carnaval. E lá se vão eles, juntinhos, arrastando
seus filhos a mostrar-lhes o que é a tão esperada, famosa, badalada e midiática
festa da carne. Nos corpinhos ainda mal formados de crianças, os adereços
sensuais de mini blusas e shortinhos muito curtos – perdoe o pleonasmo! Se os
filhos já forem “crescidinhos”, com seus 13, 14, 15 anos a coisa é diferente.
Já não são os papais que os arrastam por entre decibéis tresloucados de
paredões de som e a inebriante mistura de cerveja e nãos pode desenvolver
traumas. Isso seria terrível para a sociedade em construção! Agora, o que não
pode acontecer neste Carnaval é que pais e mães, tomados por algum delírio alucinante
de responsabilidade e amor cristão, ensinem aos filhos o decoro e respeito ao
próprio corpo, o controle dos instintos e o consumo parcimonioso e equilibrado
durante os festejos. Isso, não!
Dhanilo Ramalho
Jornalista
Nenhum comentário:
Postar um comentário