domingo, 24 de fevereiro de 2013


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RELIGIÃO 24/02/2013

O marketing aplicado à modernização das igrejas

As religiões se modernizam. Igrejas, congregações, doutrinas e comunidades utilizam ferramentas para melhorar a comunicação entre seus representantes e fiéis. Estratégias de mercado, como mídias sociais e atendimento personalizado são aplicados nas novas relações de fé
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A atração de fiéis é uma consequência e não o objetivo da ação missionária na opinião de Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Mesmo que considerado efeito e não causa, o crescimento do número de fiéis é resultado do trabalho de comunicação das igrejas, congregações, doutrinas e comunidades religiosas. 

O marketing desenvolvido em cada uma dessas instituições pode ser considerado o que o - ainda - papa Bento XVI apontou como demandas da sociedade. Em resposta a elas, a orientação do pontífice foi que a Igreja se mantivesse fiel à sua natureza, ou seja, na contramão do desejo social. “O que pode não significar, num primeiro momento, aquilo que mais agrada as pessoas, o que mais elas querem ouvir”, reforça Borba.

Ainda que a posição oficial da Igreja não ofereça aos fieis aquilo que, ao menos num primeiro momento, eles querem a atração se dá por identificação. Segundo Borba, quando o líder relata suas experiências religiosas, estabelece conexão com o ouvinte. “Isso é uma estratégia de mercado? Você pode até dizer que sim, que se encaixa nas características, mas não é pensado assim”, declara.
 
Marketing
Mas Danilo Amaral, consultor de Marketing, diz que o marketing está posicionado em todos os setores da sociedade e a Igreja não é diferente. 

“Podemos identificar várias características do marketing nas igrejas“, afirma.
Amaral explica usando metáforas do cenário musical: “os jovens de hoje querem música popular, então você não vai ter muitos discos de música gregoriana”. A adequação da oferta à demanda é fundamento do marketing encontrado nas religiões segundo o consultor.

Os meios de comunicação também são ferramentas de marketing para as igrejas segundo o consultor, que destaca a necessidade de conhecer o público-alvo para a adequação do discurso. “Desde os anos 1960 que programas de TV e, hoje, as mídias sócias, são utilizadas para pregações”.

Amaral destaca o papel do papa João Paulo II para a chegada das missas católicas aos meios de comunicação. “O papa João Paulo II foi quem impulsionou, já tardiamente, a transmissão de missas. Hoje existem vários canais católicos que se utilizam de toda essa linguagem”.

Frases

Isso é uma estratégia de mercado?
Você pode até dizer que sim, que se encaixa nas características, mas não é pensado assim” 

Francisco Borba Ribeiro Neto, Coordenador do núcleo Cultura e Fé da PUC
 

Podemos identificar várias características do marketing nas igrejas”
“Desde os anos 1960 que programas de TV e, hoje, as mídias sociais, são utilizadas para pregações”

Danilo Amaral, consultor de marketing
Henriette de Salvihenriette@opovo.com.br

O marketing aplicado à modernização das igrejas | Economia | O POVO Online

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Quando o marketing faz a cabeça da galera

 
 
As escolas de marketing estão ensinando os jovens profissionaisAs escolas de marketing estão se espalhando pelo país. Com o aumento do consumo em todas as esferas da sociedade, com ênfase na classe C, a necessidade de entender sobre processos de comunicação, comportamento e estratégias de negócios, dentre outros, acaba despertando o interesse pelo maravilhoso mundo do marketing. Instaladas nas principais capitais, o fluxo de alunos, principalmente do perfil jovem, vai deixando claro que as próximas gerações de consumidores devem ser mais maduros e exigentes, o que é muito bom. É por meio de cobranças e exigências pontuais que as empresas melhoram quesitos como atendimento e qualidade de seus produtos e serviços.
Em Fortaleza, uma escola profissionalizante, a FutureJobs, é uma prova da mudança comportamental do consumidor. Em cursos de marketing voltados para jovens com idades entre 16 e 21 anos, eles mantêm muitos pela primeira vez, contato com conhecimentos
como comportamento do consumidor, gerenciamento de marcas, marketing mix (produto, preço, ponto de venda e promoção) e estratégias para conquistar a mente e o coração do cliente.
A ciência e arte do marketing, mágicos como são, ganham rapidamente também o coração e a mente de que se especializa na área. É muito interessante ver turmas de alunos tão jovens falando sobre comportamento dos clientes, Pirâmide de Maslow, ciclo de vida do produto e massificação e segmentação do mercado. Sem falar do marketing pessoal, um reflexo muito bem feito das estratégias de mercado voltado para a imagem dos futuros profissionais.
Tal impacto não vai passar despercebido na sociedade de consumo de amanhã, produzindo consumidores melhores. Mas, o maior benefício dessas escolas é gerar profissionais melhores, mais antenados com os modernos conceitos de gerenciamento de mercado.
O marketing não faz apenas a cabeça do mercado, mas também a da galerinha!

Sobre Danilo Amaral

Danilo Amaral é formado em jornalismo com pós-graduações em Gestão e Marketing Eleitoral e Político. Trabalha com consultoria na área de comunicação, é repórter, produtor e apresentador de TV.


Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/marketing/marketing-para-jovens/#ixzz2LRzgHk3z 
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013


Marketing e turismo para a terceira idade: tudo a ver

Marketing para turismo na terceira idadeUma das áreas que mais se desenvolve quando o assunto é marketing de serviços  é o setor do turismo. Aqui no Ceará, ações como o Fórum do Turismo demonstram como é importante esta área ter profissionais engajados na arte-ciência do marketing.
O serviço é algo intangível e nele se encaixa perfeitamente o turismo  (você compra uma estadia num hotel, em frente a uma bela praia, mas não leva nada fisicamente disso, a não ser boas recordações das férias!), setor onde há de se ter estratégias específicas para os dois dos objetivos maiores de todo marketólogo: encantar e reter clientes.
Uma das populações mais importantes para se trabalhar os desejos é a da terceira idade. Nossos avôs e avós estão cada vez mais sendo vistos como clientes preferenciais neste setor, afinal muitos já estão com a vida financeira estável, são aposentados e não estão presos ao fator tempo, ou seja, podem estar viajando e conhecendo muitos locais o ano todo (o que ajudaria a combater o problema da
sazonalidade do setor). Este tipo de turista exige um modelo especial de estratégias, pois há limitações que devem ser respeitadas, como por exemplo a alimentação. Imagine um grupo de senhores e senhoras vindos ao nordeste e, na hora do almoço descobrem que o restaurante do hotel apresenta um cardápio recheado dos melhores pratos regionais. Bom, para hóspedes mais jovens seria um almoço maravilhoso, mas para quem possui pressão alta, deve controlar colesterol e manter os níveis de açúcares no sangue moderados, será uma péssima – e perigosa – refeição.
Muito deve ser pensado a respeito de como receber bem estes brasileiros e estrangeiros apaixonados por viagem, mas que requerem muitos cuidados. O marketing pode ajudar nisso, com estratégias que valorizem tais clientes, para que se apaixonem pela visita, tenham suas expectativas superadas e ainda tenham vontade de voltar. Eis algumas estratégias:
  • Hotéis e pousadas com poucos andares e/ou com rampas e elevadores;
  • Cardápios adaptados, com pratos com níveis de sal e gordura controlados;
  • Piscinas com barras de apoio;
  • Eventos musicais, dançantes e de socialização;
  • Treinamento especial para garçons, recepcionistas e gerentes para atendimento especializado aos hóspedes da terceira idade;
  • Material gráfico de publicidade (para agências) com letras maiores.
Fonte da imagem: Site da 3ª Idade

Sobre Danilo Amaral

Danilo Amaral é formado em jornalismo com pós-graduações em Gestão e Marketing Eleitoral e Político. Trabalha com consultoria na área de comunicação, é repórter, produtor e apresentador de TV.


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sábado, 1 de dezembro de 2012

Comunique-se melhor e mude sua imagem

Melhore sua comunicação pessoal e saia na frente da concorrênciaO fim do ano está próximo. É a hora de pensar em mudar tudo o que não deu certo. Com 2013 as oportunidades que não vieram e que você não criou podem renascer e aí deve-se estar bem preparado, com um bom currículo tinindo e, claro, seu marketing pessoal idem.
Uma das saídas mais importantes para qualquer um que venha a querer melhorar sua imagem no mercado, entre seus amigos ou colaboradores é caprichar na comunicação. Saber se utilizar de algumas regrinhas simples e outras um pouco mais complicadas podem fazer você se sair bem nesta área tão fundamental para qualquer profissional.
O que mais tenho constatado entre meus alunos é que a comunicação, por fazer parte do dia-a-dia de todo ser humano, é negligenciada como ciência. Mas vamos a algumas dicas interessantes e que todos podem exercitar. O resultado é ser apontado como alguém diferente – para melhor! – no mercado, saindo-se com muita vantagem em relação aos concorrentes.

Seja natural ao falar

E só somos naturais quando sabemos do que estamos falando, ou seja, conhecemos o nosso assunto. Só assim é que passamos naturalidade e não aquela imagem de artificial.

Use de entusiasmo!

Uma pessoa entusiasmada contagia a outra. Isso é inevitável quando você fala de algo animadamente, defendendo seu ponto de vista com firmeza, mas com muita educação e simpatia.

Tenha uma postura correta

Tem gente que parece estar carregando o mundo nas costas ou então o peso da barriga é tão grande que o interlocutor se transforma num amontoado de carne, gordura e ossos. Fique ereto, encolha a barriga ao máximo e crie uma postura, mas que seja natural para também não ficar parecendo um soldado em continência.

Cuidado com vícios de linguagem!

Eu sei, esta é uma das regrinhas mais difíceis, pois requer uma atenção redobrada quando estamos falando sobre algo. É um tal “né”, “então”, “viu” e “tá certo” que tira qualquer observador do sério. Aqui não tem jeito, só se policiando mesmo.

Menos é mais na comunicação

Esta é pra fechar. Se você é daqueles que fala muito ou escreve linhas e mais linhas para dizer algo, pare e mude sua direção. Numa boa comunicação, quanto mais direto você for, menos chances de errar você terá. E não vale usar isso como desculpa para o tal do “curto e grosso”. Nada disso. Seja breve, mas seja educado.
Pratique isso esta semana e depois me conta o resultado, ok!
Fonte da imagem: Web books

Sobre Danilo Amaral

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Não basta tentar ser sem parecer | Opinião | O POVO Online

Não basta tentar ser sem parecer | Opinião | O POVO Online


É possível confiar em alguém que não conhecemos? E se ainda este alguém tem, há gerações, sua imagem associada a notícias de irregularidade, crime, opulência e inacessibilidade? É possível uma relação de confiança entre duas partes? Claro que não! Eis uma leitura, digamos, mais empírica da pesquisa O POVO/Datafolha divulgada esta semana sobre a confiança da população nas instituições mais próximas de nosso dia a dia.

Com os percentuais mais altos de desconfiança estão partidos políticos, Assembleia Legislativa e Câmara Municipal, respectivamente com 51%, 50% e 49%. Ou seja, metade dos entrevistados não acredita nestas instituições (Prefeitura de Fortaleza e Governo do Estado ficaram com 38% e 24% de desconfiança).

Voltamos à pergunta: é possível confiar em quem não se conhece? Você já foi à Assembleia? Conhece o endereço de funcionamento da Câmara? Sabe o que faz um partido político quando não está pedindo votos em época de eleição, como atualmente?

Se a população e estas instituições estão separadas por um abismo cultural e histórico, como esperar números melhores de uma pesquisa que fale sobre confiança? Credibilidade é algo caro e que se conquista pouco a pouco, todos sabem disso. Para crer em alguém ou em algo temos que ter um mínimo de relacionamento, estar perto, participar, interagir. E não parece ser isto algo comum entre o cidadão e um partido político, por exemplo.

Que tipo de ação desenvolve uma legenda durante os dois anos que separam as eleições municipais e estaduais/federal? Ou será que partido só deve existir para eleger? Não. E a imagem dos legislativos municipais e do Estado, na mente e no coração das pessoas, como está? Há algum trabalho que fomente a educação política e cidadã no cearense? Algo que minimize a ideia de que nestas Casas só há corrupção e articulações sombrias e que política é coisa de espertalhão? Estes espaços públicos (salões, plenários, salas de audiências, gabinetes etc) não deveriam fazer parte dos currículos acadêmicos dos estudantes, futuros eleitores e políticos do nosso Estado?

Com tais percentuais de credibilidade é impossível seduzir o cidadão de bem para política participativa, atraí-lo para mobilizações suprapartidárias, chamá-lo a exercer seus direitos e deveres na construção de uma sociedade melhor. Como diz o velho ditado: “não basta ser, tem que parecer”. Nossas instituições, no entanto, aos olhos do povo, nem são e muito menos parecem.

Danilo Amaral
daniloamaraljornalista@gmail.com 
Jornalista e especialista em Marketing Eleitoral e Político